Crédito: Ludmilla Lima
Desculpem, leitores, a falta de posts ultimamente. Minhas baterias, como as suas, arriaram também. Clichê!? Só se for um clichê da realidade: acontece todo fim de ano, não é mesmo?
Bem que tentei pegar a estrada antes, não deu. A burocracia e outros projetos me mantiveram em Buenos Aires. Talvez melhor assim, e eu viajo agora com a mochila de afazeres menos pesada. Só um pouquinho menos pesada. Boas notícias vão surgindo e são meu melhor presente de Natal.
Vocês foram, são ou serão turistas em Buenos Aires ou na Argentina, mas eu não. Meu turismo acontece de muitas outras formas: viajo na história, na atualidade, vejo e comprado o modo como a Argentina vai mudando a cada ano que passo aqui. Ao longo do tempo, muita coisa se dilui para que muitas outras fiquem mais nítidas. Tudo aquilo que eu já sabia antes, confirmando-se ou insistindo em negar a si mesmo, numa dialética infinita.
As raízes das plantas, como a nossa natureza, não são tão estáveis quanto parecem; vão mudando, buscando um melhor caminho, para dentro ou para fora. “Dentro” é só uma direção, há milhares de caminhos; “fora” também, e para muitos caminhos mais.
Pegar a estrada pode significar percorrer todos esses caminhos ao mesmo tempo, seja dentro ou fora da Argentina [no meu caso]. Sair da realidade cotidiana, voltar ao Brasil nas festas [ou em qualquer momento] e ver as coisas com outros olhos [positivos ou negativos] ou apenas saudades, viajar ao interior da Argentina e ver claras diferenças e semelhanças com a capital, visitar/evitar lugares turísticos, ir ao Brasil de novo e voltar a ver tudo como se via antes [positivo vira negativo de novo e vice-versa], chegar à Argentina e passar pelo mesmo processo etc. Enfim, viajar para mim é sempre sair do eixo e botar os pingos nos is, ao mesmo tempo.
Se você já está na estrada ou ainda está planejando o caminho, não importa, porque nunca custa dizer que ele se faz mesmo é andando. Sim, viva esse saudável clichê!
Feliz Natal, Boas Festas e Boas Viagens a todos vocês que aqui chegam e acompanham a mim e ao Cartas Argentinas em sua jovem jornada
A foto acima foi de uma viagem de ônibus de Buenos Aires a Santiago do Chile, abril de 2008. Esse já é o lado chileno, no ponto em que se cruza a fronteira.
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2 responses so far ↓
1 Laurinha // Jan 31, 2009 at 5:01 pm
Cheguei aqui passeando pela net.
Achei engraçada essa estrada. Por que nao é uma linha direta, né? Os carros chegariam mais rápido.
O seu blog é muito bonito!
Um abraço.
2 cartasargentinas // Feb 12, 2009 at 6:50 pm
Laurinha,
A estrada não é reta pq não dá: aí é a Cordilheira dos Andes, moça!
Grata pela visita, volte sempre.
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